sexta-feira, 16 de março de 2012

Ford Galaxie terá evento especial no Auto Show Collection

Para celebrar os 45 anos do Ford Galaxie, o Auto Show Collection fará na próxima terça-feira, 20 de março, a 6ª edição do “Galaxie Night”, um evento que contará a história do carro mais luxuoso fabricado no mercado brasileiro.
O público visitante irá ver de perto os principais modelos da linha como o Galaxie 500, STD, LTD e o Landau – as quatro versões do sedan que chegou ao Brasil no ano de 1967 e marcou a entrada dos full size norte-americanos em solo nacional. Cerca de 70 Galaxies farão um desfile para contar a história e evolução do modelo.
Estão confirmados também alguns exemplares do Galaxie americano, como a primeira versão fabricada de 1959, quando o carro apareceu no catálogo Ford como uma derivação do modelo Fairlane. Outros modelos americanos como o 500, XL – de estilo esportivo e até mesmo algumas versões especiais como as peruas (wagons) irão desfilar no “Galaxie Night”. Até sair de linha nos EUA, o Galaxie teve 7,8 milhões de unidades produzidas. Fora da América do Norte, somente a Austrália e o Brasil também tiveram linhas de produção específicas para o Galaxie. O “Galaxie Night” também abrirá espaço para os carros customizados e versões especiais como a viatura de polícia caracterizada sobre um Galaxie e também uma ambulância montada sobre uma versão perua.

NGK renova parceria com McLaren para fornecimento de velas de ignição

A NGK, principal fabricante de velas, cabos de ignição e sensores de oxigênio do mundo, renovou o contrato por mais um ano e vai fornecer suas velas aos carros da McLaren para a temporada 2012 da Fórmula 1. A renovação da parceria mostra a qualidade e confiabilidade dos produtos fabricados pela empresa de origem japonesa, capaz de atender a um dos mercados mais exigentes do mundo.
“Temos muito orgulho de associar a marca a uma equipe como a McLaren, que está sempre disputando títulos e conta com dois dos melhores pilotos da atualidade”, diz Brian Childs, diretor-geral da NGK na Europa.
A temporada da Fórmula 1 começa oficialmente no dia 18 de março, com o Grande Prêmio de Melbourne, na Austrália, e a McLaren briga pelos títulos de pilotos e construtores. Em 2011 a equipe chegou muito perto e foi vice-campeã em ambas as categorias. Para alcançar o objetivo, os dois ex-campeões mundiais, Lewis Hamilton e Jenson Button, foram mantidos como pilotos principais e terão a incumbência de guiar o veloz MP4-27.

Ferrari

No final do ano passado a NGK já havia anunciado que, pelo 12º ano consecutivo, equiparia com suas velas os motores Ferrari da Fórmula 1. Além disso, a empresa participou ativamente do desenvolvimento do novo motor oito cilindros 056 da escuderia italiana, que promete colocar os pilotos Felipe Massa e Fernando Alonso em condições de brigar pelo título da temporada.
“Em todos esses anos como fornecedor oficial da Ferrari, temos colecionado importantes conquistas, que incluem oito campeonatos mundiais”, diz Norbert Schmalfuss, gerente geral de Vendas e Marketing da NGK na Europa. “A NGK prova, mais uma vez, que tem as melhores e mais resistentes velas de ignição do mundo, capaz de suportar o desgaste proporcionado por veículos tão rápidos”, finaliza.

Cobreq lança novas pastilhas de freio para importados

A TMD Friction, fabricante dos produtos Cobreq, está lançando no mercado de reposição brasileiro novas pastilhas de freio para veículos importados já com significativas frotas rodando no país: Chevrolet Captiva (GM), Hyundai i30, Santa Fé, Kia Cerato, Kia Sorento, Kia Carens e Chrysler PT Cruiser.
Segundo Feres Macul Neto, presidente da TMD Friction do Brasil, “a divisão de Aftermarket da TMD está acelerando o lançamento de novas pastilhas Cobreq para veículos importados, em resposta à grande demanda do segmento por produtos de qualidade. E lançamentos adicionais já estão previstos para o final de junho”.
Em função de volume, prosseguiu Feres, “por enquanto estas pastilhas de freio serão importadas da TMD Friction inglesa, já homologadas com a exigente Norma ECE-R 90 (européia) que garante desempenho adequado de frenagem, consistência do pedal de freio e resistência do material de atrito”.
Em breve esta certificação será implantada no Brasil e seguirá as especificações da ABTN CB-05 que, juntamente com o INMETRO, terá a tarefa de certificar os produtos automotivos vendidos no mercado de reposição. “Assim a TMD coloca-se mais uma vez como pioneira, ao oferecer ao consumidor o que há de mais moderno e seguro no segmento de pastilhas de freio” – concluiu.

Aplicação das novas linhas de pastilhas

- Chevrolet Captiva – motorização 2.0, 2.4 16V, 3.2 e 3.6 V6 24V
- Kia Sorento – motorização 2.4, 2.5 CRDI, 3,3 V6, 3.5 V6 e 3.8 V6 24V EX
- Kia Cerato – motorização 1.6 16V (transmissão automática e manual) e 2.0 16V (transmissão automática)
- Kia Carnival – motorização 2.7 V6
- Kia Carens – motorização 1.6 EX e LX, 1.8 EX e LX, 2.0 CRDI
- Hyundai Santa Fé – motorização 2.2 CRDI, 2.7 V6 4x4, 3.2 SE, 3.3 e 3.5 V6 4x4, i30 2.0 16V (transmissão automática)
- Chrysler PT Cruiser – motorização 1.6, 2.0 16V, 2.2 CRDI e 2.4 GT.

Atualmente as pastilhas (dianteiras e traseiras) Cobreq são encontradas no mercado de reposição para mais de 100 modelos de veículos importados, atendendo, entre outras, as montadoras Audi, Mercedes-Benz, BMW, Porsche, Volkswagen, Ford, General Motors, Chrysler, Jaguar, Land Rover, Toyota, Honda, Volvo, Kia, Hyundai e Jac Motors.

Olimpus Automotive apresenta o alarme PadLock Moto-X, para motos

A Olimpus, que até o presente momento tinha como principal objetivo produtos voltados para os automóveis passa investir no segmento automotivo que mais cresce no País, o das motocicletas. Somente no último ano quase 2,2 milhões de motos foram produzidas no mercado interno, um volume 16,8% superior ao de 2010.
Visando proteger o patrimônio dos proprietários desse tipo de veículo a empresa desenvolveu um modelo de alarme com excelente custo e benefícios. O PadLock Moto-X pode ser instalado em motocicletas de todos os tamanhos e pode funcionar por presença/afastamento do controle remoto, ou por acionamento manual por intermédio dos botões também do controle remoto.
Devido a pequena capacidade de armazenamento de energia das baterias das motocicletas, o PadLock Moto-X foi concebido de maneira a consumir o mínimo de corrente quando em stand by. Desta forma, evita uma eventual descarga precoce da bateria.
O controle remoto foi desenvolvido com tecnologia anticlonagem, para maior segurança do usuário. A empresa também se preocupou com a sua praticidade de uso, colocando em prática um projeto que resultou em uma peça leve, de dimensões reduzidas e formato anatômico. Com seu funcionamento garantido por uma bateria de lítio, ele também é resistente a impactos e entrada de água, o que é bastante conveniente no caso das motocicletas.
Entre as formas de garantir a segurança do veiculo o PadLock Moto-X conta com a tecnologia de rotina antiassalto por presença, onde um sensor "busca" pelo controle remoto de presença toda vez que a alavanca de mudanças do câmbio passar pelo neutro durante a troca de marchas, o que o torna menos suscetível à interferência de sinais eletromagnéticos.
O módulo central do alarme é compacto, de fácil instalação, e já conta com um acessório para vedação que auxilia sua aplicação em qualquer tipo de motocicleta. O PadLock Moto-X vem dotado de dupla função, ou seja, conta com acionamento manual ou por presença. Essa característica faz com que ele seja adequado a dois tipos de usuário: os que preferem o alarme exclusivamente por presença, e os que preferem ativar e desativar o alarme utilizando o controle remoto - semelhante ao que já ocorre com os sistemas destinados aos automóveis.
O PadLock Moto-X já está à disposição do consumidor nas principais lojas de instalação de acessórios de todo o país e seu preço sugerido de venda é de R$ 190,00.

ESSA LEI PEGA?

O Brasil, como se sabe, desenvolveu um estranho hábito em relação à legislação. Ficou célebre a frase muito repetida: “Há lei que pega e há lei que não pega”. Não deveria ser assim. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tem, entre suas atribuições constitucionais, estudar, discutir e aprovar resoluções que regulam vários dos aspectos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em especial as normas de segurança.
Poucos sabem, porém antes mesmo do Congresso Nacional obrigar os fabricantes e importadores de veículos leves a instalar bolsas infláveis (air bags), o Contran já tinha regulado a matéria e de uma forma mais inteligente. Estabeleceu critérios biomecânicos a serem respeitados nos testes de colisão, criou um cronograma até 1º de janeiro de 2014 e não engessou a solução técnica. No futuro, as bolsas podem sofrer uma evolução ou outros recursos modernos surgirem e o Legislativo, nesse caso, só atrapalhou na ânsia de aparecer sob os holofotes.
O exemplo mais recente de lei que até agora não pegou são os vidros escurecidos nos automóveis além dos limites legais e técnicos. Quando o Código de Trânsito Brasileiro foi promulgado há 14 anos, ficou proibido o trânsito de veículos com qualquer tipo de película aplicada aos vidros. Pouco depois, a Resolução 73 do Contran estabeleceu que a transmitância luminosa mínima do conjunto vidro mais película teria de ser 75% para o vidro do para-brisa, 70% para os laterais dianteiros e 50% para os laterais traseiros e vigia.
A lógica é de que o motorista precisa ter a visibilidade assegurada também no período noturno e sob qualquer condição meteorológica (noite, chuva forte, neblina), além de túneis e garagens, mesmo que durante o dia parecer tratar-se de um acessório aparentemente inofensivo. Também dificulta ver o pedestre e o ciclista, receber sinais de outros condutores ou observar a terceira luz de freio de outros veículos através do vigia do carro à frente.
Além disso, perceber o motorista e seu acompanhante é de particular importância para policiais numa situação de risco, sequestro ou de eventual agressor armado. Agentes de trânsito também não conseguem flagrar transgressões do motorista, quando dirigem de forma inadequada.
O fato é que há um expressivo aumento do número de veículos com películas escurecedoras nos vidros e transmitância luminosa visivelmente abaixo da mínima regulamentar. Ocorre que, praticamente, 100% dos automóveis já saem de fábrica com vidros verdes e, no caso dos dianteiros, apenas películas de segurança (antivandalismo) totalmente transparentes poderiam ser aplicadas. A fiscalização dependia de um equipamento para verificar a transmitância luminosa, que não existia no mundo, atendendo as exigências do Denatran, órgão executor.
Finalmente, há menos de um ano, o aparelho fabricado no país foi homologado e está pronto para entrar em uso. No entanto, precisa ser adquirido para o policiamento de trânsito urbano e rodoviário. Como a lei parece letra morta, inicialmente apenas o Detran do Distrito Federal comprou 20 unidades e as utiliza em vistorias nos veículos transferidos de propriedade e de outras cidades. O órgão pretende iniciar uma campanha educativa antes da fiscalização nas ruas em 2012.
Segundo a TV Brasil, outros seis estados também adquiriram os aparelhos de medição. Já se prevê enorme resistência, principalmente de autoridades, que deveriam dar o exemplo em um país assolado por acidentes de trânsito.
Especial atenção a esse problema deveria estar nas considerações de concessionárias de todo o País, que costumam dar como brinde o conjunto de películas escurecedoras. Colocá-las nos vidros dianteiros sujeita o motorista a receber multa de R$ 127,69, cinco pontos no prontuário e, pior, detenção do carro até a retirada do objeto da transgressão. Trata-se de uma situação bastante constrangedora e que, na grande maioria das vezes, o usuário desconhece. Afinal, há diversas “vantagens” aparentes no seu uso, da estética à sensação (algo falsa) de segurança ou de filtrar raios solares nocivos (poucas o oferecem).
A fiscalização, por menor que seja, traz um efeito-exemplo avassalador. Ser parado, multado e obrigado a remover as películas dianteiras para prosseguir é extremamente desagradável. A prudência mostra que isso deve ser explicado aos clientes de carros novos e usados. Em caso de insistência na aplicação nos vidros dianteiros, o vendedor deveria conseguir uma declaração assinada pelo comprador, citando a lei e isentando a concessionária de qualquer responsabilidade, em caso de fiscalização.
Como exemplo de atenção ao tema, a rede JAC Motors já desistiu de oferecer películas nos vidros dianteiros na sua série especial "Brasil”. (por Fernando Calmon)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Alta Roda nº 672 — Fernando Calmon — 13/3/12

OPORTUNIDADES PARA TODOS

Salão do Automóvel de Genebra, que segue até o dia 18, sobe em prestígio a cada ano. Em área equivalente à do Anhembi, onde se realiza o Salão de São Paulo (este ano de 24 de outubro a 4 de novembro), tem sempre espaços totalmente ocupados, arranjos dos estandes benfeitos e com identificação padronizada.
Marcas que passariam despercebidas, em outras grandes exposições, dispõem de oportunidades. Pode ser a espanhola GTA, com o Spano (842 cv) ou a Koenigsseg e o seu Agera R (1.140 cv). Os monstros sagrados também estão lá, a exemplo do impressionante conversível Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (1.215 cv) e do espetacular Ferrari F12 Berlinetta (740 cv), modelo de série mais potente já fabricado pelos italianos de Maranello. O F12, ao lado do estande da Fiat, ofuscava a estreia mundial do 500 L. Esse monovolume, aliás, nada tem a ver com o pequeno 500: estilo e arquitetura são outros, substituirá o Idea na Europa (inicialmente) e lembra mais o Mini Clubman.
Entre premières com especial interesse para o Brasil, três estão nos planos de fabricação. Peugeot 208, previsto para o início de 2013, ficou um pouco menor e mais leve, porém com evolução marcante de projeto e novos motores de três cilindros, 1,0 e 1,2 litro. O monovolume Lodgy, de origem romena Dacia, ocupará no próximo ano o espaço que já foi aqui do Renault Scénic. Versão de cinco portas do VW Up!, previsto para ser brasileiro em 2014, chega agora na Europa. Menos cotado, mas bem interessante, é o Ford B-Max, monovolume compacto derivado do Fiesta. Utiliza portas laterais corrediças, mas sem a coluna central para facilitar o acesso.
Quanto a avanços em economia de combustível, destaque para o inédito sistema de desligamento de dois cilindros em um motor de quatro cilindros, antes só disponível em unidades maiores, V-8 ou V-6. Apresentado pela Volkswagen, a ideia simples estava no Polo BlueGT, de 140 cv, capaz de expressivos 22,2 km/l, na média cidade-estrada, com gasolina. No campo da segurança, a Volvo mostrou a bolsa de ar externa, abaixo do para-brisa, para proteção do pedestre em caso de atropelamento. Pneu que mantém pressão de ar constante é inovação da Goodyear.
Audi A3 estreou a nova plataforma MQB, do Grupo VW, que dará origem a mais de 40 modelos e flexível para servir de base desde um compacto a um médio-grande, ou mesmo grande. A Mercedes-Benz respondeu com o novo Classe A, um hatch de linhas ousadas e primeiro integrante de nova família que incluirá sedã, perua, cupê e SUV. A marca alemã, agora, não descarta a produção aqui desse SUV, de olho em modelos bem aceitos como EcoSport e Duster. Afinal, a conveniência de produzir no México está por um fio.
A Porsche exibiu a nova geração do Boxster, ainda mais equilibrada, na dose certa. Entre modelos conceituais surgiram novidades simpáticas como o que seria a volta do carro esporte Honda NSX, o Nissan Hi-Cross (possível sucessor do X-Trail), o esportivo Hyundai i-oniq e o microcarro Tata Megapixel. A Land Rover sondou a versão conversível do Range Rover Evoque. Estranho mesmo foi o Bentley EXP 9 F, proposta para um grande SUV premium, visando a China, cheio de pormenores de pura afetação e gosto duvidoso.



RODA VIVA

FORMAÇÃO de preços sempre depende de taxa de câmbio. Então, para variar, que tal comparar o Peugeot 308 vendido aqui e na Suíça? Carros iguais nos dois mercados, mas a carga tributária ainda é maior no Brasil. Preços das versões de entrada: R$ 53.990 e 29.650 francos suíços ou R$ 57.812. Franco mais valorizado que o real explica a diferença.
PRESIDENTE da Anfavea, Cledorvino Belini, reluta em responder sobre o ameaçado acordo comercial automobilístico Brasil e México. É a favor da continuidade. Contudo admitiu, pela primeira vez, que se lhe fosse dado escolher entre romper e estabelecer de cotas (em unidades ou valores) preferia a segunda opção. Mais pragmático, impossível.
NOVA geração do BMW Série 1 acompanha a tendência de dimensões maiores: 3 cm no entre-eixos (mais espaço atrás para pernas) e 8 cm no comprimento (porta-malas agora com 360 litros). O ponto forte é prazer ao guiar, com espaço limitado a quatro passageiros – o quinto, só criança. Estreiam câmbio automático de oito velocidades e direção eletromecânica.
PREÇOS do menor BMW atual vão de R$ 113.370 a R$ 122.900 pelo impacto do aumento do IPI para carros fora do Mercosul e México. Motor 1,6 turbo de 170 cv tem respostas imediatas. É possível quatro modos de utilização que se adaptam ao desejo do motorista, do comportamento em curvas, ao nível de consumo e às trocas de marchas.
REDUÇÃO de teor de etanol na gasolina pode, de fato, fazer com que motores passem pelo fenômeno de detonação, conhecido como “batida de pinos”. Diferente do passado, quando havia risco de detonação incontrolada e danos ao motor. Maneira fácil de lidar com o problema nos carros flex é misturar quatro a cinco litros de etanol, ao abastecer com gasolina.
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Participação de carros importados cai novamente em fevereiro

As empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores fecharam o mês de fevereiro com queda de 8,2% em suas vendas se comparado a janeiro último. Foram emplacadas 10.430 unidades contra 11.367 veículos no primeiro mês do ano. Em relação a fevereiro de 2011, foi anotada queda de 12,3%: 10.430 unidades ante os 11.895 emplacamentos de igual período de 2011.
O mercado interno, com 235.896 unidades emplacadas, também sofreu queda em fevereiro último contra janeiro de 2012. A queda significou 6,6% [235.896 contra 252.697]. Em relação a janeiro de 2011, o mercado interno também sofreu queda de 8,9%.
Por conta da queda de 8,2% no mês passado, ante janeiro de 2012, as associadas à Abeiva passam a responder por participação no mercado interno de apenas 4,42%, quando – em janeiro– era de 4,50%. E em fevereiro de 2011, de 4,60%.
No acumulado de janeiro-fevereiro, as associadas à Abeiva somaram 21.797 unidades emplacadas, apenas 0,8% mais em relação a igual período de 2011 [21.622].
“O que prevíamos há três ou quatro meses está acontecendo neste momento. O mercado interno está instável, está sem referência de preços, com exceção dos veículos vindos do México e da Argentina, com alíquota zero do imposto de importação e sem a alta do IPI, que tiveram suas vendas duplicadas neste início do ano”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
Diante do fraco desempenho de vendas das associadas à Abeiva, neste primeiro bimestre de 2012, Gandini teme pela desestruturação da rede de concessionárias. “Tínhamos a expectativa de encerrar com ano de 2011 com cerca de 1.100 concessionárias de veículos importados. Estacionamos em 848 pontos de atendimento. E agora, tememos por fechamento de algumas concessionárias e, por consequência, por queda de postos de trabalho”.
Com o desempenho comercial no acumulado de vendas do primeiro bimestre, de apenas 21.797 unidades, o presidente da Abeiva já anuncia a primeira revisão do número de emplacamento para 2012. “Em janeiro, anunciamos 160 mil unidades para este ano, queda de 20% em relação às 199.366 unidadesemplacadas de 2011. Mas, infelizmente, com o tratamento não isonômico, não será possível atingir esse volume. Provavelmente, o impacto negativo deve chegar a 40%”, lamenta Gandini.
De qualquer maneira, a Abeiva aguarda posicionamento oficial do Governo Federal em relação ao pleito de importações autorizadas até o volume dos últimos doze meses, retroativamente de 15 de setembro de 2011, sem o aumento dos 30 pontos percentuais do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. “Ainda confiamos no bom senso do Governo para que possamos superar a crise e a instabilidade do mercado”, conclui Gandini.

Flavio Padovan é eleito presidente da Abeiva

Flavio Padovan, 58, diretor-presidente da Jaguar Land Rover, foi eleito na manhã desta quinta-feira presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, para o biênio 2012/2013, ao lado de Marcel Visconde, da Porsche, e de Ricardo Strunz, da CN Auto, em substituição a José Luiz Gandini.
Formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Padovan possui vasta experiência no mercado automotivo, ocupando postos importantes em algumas das principais montadoras do País. Atuou na Ford como Diretor de Operações de Caminhões e como Diretor de Serviço ao Cliente, ambos com responsabilidades pelo mercado da América do Sul.
Mais recentemente, em Junho de 2007, Padovan assumiu o cargo de vice-presidente de Marketing e Vendas da Volkswagen do Brasil, permanecendo até Junho de 2010, meses antes de assumir a presidência da Jaguar Land Rover para a América Latina e Caribe, em novembro de 2010.