O título acima é em homenagem aos throlls que infestam os comentários dos sites "Autoesporte" e "Quatro Rodas" que vivem escrevendo que a vinda dos chineses seria muito bem vinda para acabar com a "ganância das montadoras nacionais". Ou resumindo, para f#$%@* com elas de vez, acreditando que assim os preços dos carros 0 Km vão cair...
Não sei se o próximo carro deles será um Gol "bola" prata ou um chinês, mas o preocupante no novo lançamento do QQ são os resultados pífios nos crash tests realizados (confira aqui) e o péssimo pós venda que a rede de concessionários da Chery tem prestado, como em alguns relatos prestados por consumidores insatisfeitos, de falta de peças à improvisos injustificáveis.
Acontece que o problema são os altos impostos que o automóvel e suas peças são obrigados a pagar, gerando um efeito cascata tributário que eleva, e muito o preço de um veículo fabricado aqui, a ponto de alguns carros de entrada superarem em preço os equivalentes fabricados na Europa com equipamentos como ar-condicionado por exemplo. Vem com alguns mimos que viraram itens de segurança contra os amigos do alheio como travamento de portas e fechamento automático dos vidros à distância e alarme anti-furto. Os anti-tabagistas ficarão com os cabelos arrepiados com a volta de um acessório banido há tempos dos carros nacionais: o cinzeiro.
A suspensão dianteira é do tipo MacPherson, com barras estabilizadoras, molas espirais, amortecedores pressurizados e na traseira usa-se um eixo rígido com braços arrastados.
Apesar do hatch Cielo (veja aqui) ter conseguido três estrelas no A-Ncap, o mesmo que os carros nacionais fabricados aqui conseguiram no Latin-NCap, o QQ está longe de ser um carro considerado seguro. Só precisamos esperar o Latin-Ncap confirme os péssimos resultados em matéria de securidade, já. Não basta ter air-bag e ABS, precisa de uma carroceria reforçada. O fabricante afirma no release que o carro tem barras de proteção lateral, para-choque com "deformação programável" (deve ser aqueles parachoques que sobrevivem aos barbeiros que não conseguem fazer uma baliza sem amassar os carros vizinhos), coluna de direção colapsável (quem vê um fusca batido de frente sabe a falta que isso faz) e uma trava de segurança que abre os vidros traseiros (se os bombeiros souberem usá-la, blz, senão terão que quebrar o vidro do mesmo jeito) e os cintos de segurança dianteiros vem com pré-tensionadores.
O atrativo do QQ é o preço, em torno de 22.990 reais que o torna mais barato que o veterano Mille. Mas pela lista de equipamentos, o alvo é outro. Se colocarmos como concorrentes carros que tenham a maioria dos itens oferecidos, teríamos como concorrentes o Kia Picanto, Peugeot 207 XR, as versões intermediárias da linha Uno, Pálio, Celta, Gol NF (G5 se preferir), Fiesta, e muito mais, e todos com preços na casa dos 33 a 35 mil reais. Quer dizer, o alvo não são os básicos pelados, mas os intermediário mais ou menos equipados que chegam a custar quase 50% ou mais no preço sugerido pela fábrica. Mas o que se tem visto na Chery e na concorrência que só importa é que o barato continua saindo caro e se a importadora da Chery tivesse mais "peito" teria feito o mesmo que a JAC brasileira. Foram tantas exigências que o carro vendido aqui praticamente virou uma versão "premium" para ser vendida no mercado de origem, mas aí o preço subiria e o carro deixaria de ser um negócio da China...
Completo de fábrica, vem com ar condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, faróis com regulagem de altura e rádio AM/FM com CD Player MP3 com entrada USB e apoios de cabeça ajustáveis.
O painel digital é algo confuso e acanhado à primeira vista, mas apresenta os indicadores mínimos e apresenta regulagem de iluminação. Contagiros deveria ser maior e destacado como o do Aveo (veja aqui).
Detalhes do carro como os comandos dos vidros elétricos corretamente nas portas, mas peca em detalhes como falta de capa nos parafusos do banco (centro) e no encaixe do console central com porta-copos.
Outro detalhe grosseiro que escapou foi esse vão entre a porta e o painel. No banco traseiro porta-revistas e somente encosto de cabeça para dois ocupantes, o terceiro fica só com cinto sub-abdominal.
O banco traseiro é rebatível na proporção 40/60 e o rack no teto ajuda a driblar os 190l de capacidade do porta-malas. Segundo a imprecisa ficha técnica, o carro pode levar 375 kg, o que daria sobrecarga se os 5 passageiros forem "fortinhos".
O motor é o 1.1L ACTECO 4 em linha 16 válvulas que por enquanto roda só com gasolina. Tem 68 cv e 9,1 Kgm/f de torque, com câmbio de 5 marchas, que segundo a fábrica leva o carro a 100 km/h em 14 segundos e máxima em pífios de 130 km/h.
Vem com faróis de neblina dianteiros e traseiros, limpador e desembaçador traseiros, além do brake-light. As rodas são de 13 polegadas em aço estampado com pneus 155/65.
Os faróis de neblina compõem o visual junto com os piscas e ajuda no desenho "fofinho" que lembra um peixe gordo visto de frente, e o alvo são jovens e mulheres. "QQ" em chinês quer dizer fofo, gracioso...
O carro tem pouco mais de 3,5 m de comprimento e quase 1,5 m de largura. A capacidade do tanque é de 35 litros, que deverá ser pouco se for confirmada a versão flex. Pelo menos vem com repetidora lateral...
A tampa traseira com limpador cromado e as lanternas de neblina duplos no parachoque. O QQ virá nas cores prata, preto, branco, azul, verde, vermelho e amarelo e terá três anos de garantia de fábrica mas sem preço fixo de revisão.
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