O Audi R8 pegou a fama de "gordinho" apesar de alguns concorrentes pesarem entre 100 e 300 kg a menos. Tanto que uma equipe brasileira que corre no GT3 Brasil que usava a versão LMS do R8 trocou-o por uma Lamborghini Galardo LP600. Mas a proposta do carro sempre foi a de um superdesportivo confortável, que desse para usar no dia-a-dia e que não quebrasse as costas do motorista e nem fizesse os seus rins pedirem demissão quando passasse em alguma valeta.
Mas depois de algumas críticas e pedidos a Audi lançou uma versão mais leve e potente do R8, a GT (veja aqui a versão com teto rígido e mais detalhes dessa versão limitada) que agora pesa expressivas 1.640 kg, 85 a menos que as outras versões mais "cheinhas". Alguns itens foram trocados por componentes de CFRP (liga de plástico com fibra de carbono), titânio e alumínio. Só não ficou melhor porque iria concorrer com os Lamborghinis de quem pega emprestado o V10 com cárter seco e injeção direta, que agora rende 560 cv, contra 525 da versão mais mansa. O torque fica em 57,1 kgm/f o que catapulta o carro aos 100 km/h em 3,8 segundos e a máxima fica em 317 km/h. São quase 3kg para cada cavalo, contra a média de 2 a 2,5 kg dos outros GT´s. O "meio" quilo a mais que cada cavalinho do V10 é obrigado a levar é traduzido em conforto. E para aumentar a diversão vem com câmbio automatizado de seis marchas com dois modos de troca totalmente automático e uma manual, por meio da alavanca de câmbio ou por aletas atrás do volante. As mudanças levam em torno de um décimo de segundo para serem efetuadas o câmbio também passou por um regime. O diferencial é por deslizamento limitado e a tração é a integral quattro que atua sobre demanda de torque, distribuindo-o conforma solicitação. E para completar a diversão há o sistema "Lauch Control" que evita a patinagem dos pneus.
Por dentro alguns apliques alusivos à versão, o número de uma das 333 unidades na manopla do câmbio e uma aparelhagem de som tão perfeita quanto o ronco do V10: um Bang & Olufsen com conexão Bluetooth. E caso a capota precise ser fechada é só diminuir a velocidade para 50 km/h e acioná-la que o controle eletro-hidráulico completa a operação em 19 segundos. E o ar condicionado automático é de série. Lembre que a Audi não exige nenhum sacrifício de seus usuários para "pilotar" um de seus carros mais potentes e esportivos fabricados. Há duas barras anticapotagem para proteger o ocupantes de alguma eventualidade além da sopa de letrinhas de praxe. Para quem quiser ter um desses na garagem precisa desembolsar 207 mil euros, preço inicial na Alemanha. Aqui sem previsão.
Para grudá-lo no chão, vem com rodas de liga leve de 19 polegadas, com pneus na medidas 235/35 na frente e 295/30 na traseira. A suspensão é composta por duplo wishbone e é rebaixada em 1 cm. Para pará-lo grandes discos de material carbono-cerâmico e o ESP que pode ser desligado mantém o bólido no "trilho".
O interior é agradável para piloto e passageiro, com detalhes alusivos à versão em alumínio e bordados nos tapetes e bancos, perspontos em cores titânio, cinza ou vermelho, couro napa, "gaiola" embutida composta por CFRP (fibra de carbono com plástico), GS no multimídia e um cronômetro para os dias de track day.
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