quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fiat Powertrain registra cinco milhões de motores Fire produzidos no Brasil

A Fiat Powertrain acaba de alcançar a marca de cinco milhões de unidades de motores Fire produzidas no Brasil. A empresa atingiu três milhões no primeiro semestre de 2008, nove anos após o início da produção, e, apenas três anos depois, fabricou mais dois milhões de propulsores. “A conquista se deve aos investimentos voltados para o aumento da capacidade produtiva da planta e à inauguração da nova unidade Fire 2, em novembro de 2009, onde são produzidos os motores Fire EVO, que equipam o Novo UNO”, comenta Marcos César Sousa, plant manager da Área Motores da unidade de Betim (MG).
A análise dos números dos últimos anos revela o crescimento constante da produção da empresa. Em 2009, 700 mil motores Fire saíram da unidade de Betim. Em 2010, o número passou para aproximadamente 750 mil. A produção de 2011, no primeiro bimestre, já chega a 120 mil e, segundo estimativas, o número deverá ultrapassar as 800 mil unidades até o fim do ano.
A capacidade produtiva atual da planta é de 750 mil motores por ano. A previsão para o ano de 2011, contudo, supera esse total. Para chegar a quantidades cada vez maiores, foram necessárias, além dos investimentos, reorganizações internas.
A linha de Fire 2 foi criada desde o início com base nas metodologias do conceito WCM (World Classe Manufacturing). “A metodologia tem como base a busca constante pela redução das perdas e desperdícios existentes. Nesse caminho, conseguimos aumentar a disponibilidade das plantas e, consequentemente, elevamos a nossa capacidade produtiva sem a necessidade de investimentos maiores”, comenta Sousa.
Entre as iniciativas, foram implementadas ações de rebalanceamento das operações nas linhas de montagem final; os tempos-máquina das linhas de usinagem foram otimizados e foram eliminadas as perdas de microparada, principalmente na linha de montagem do Short Block da fábrica de Fire EVO. “Outro ponto a ser destacado foi termos conseguido atingir a máxima capacidade instalada da unidade Fire 2 em apenas cinco meses desde o inicio de operação dessa linha”, complementa Sousa.
Além disso, foi feito um intenso trabalho na fábrica de motores Fire, reduzindo tempos de troca de ferramentas e troca de tipo (change over) nas linhas de usinagem.
Evolução
O motor Fire pode ser caracterizado, sobretudo, por aliar de uma só vez baixo peso, confiabilidade, desempenho e economia. O primeiro Fire lançado no Brasil foi o 1.3l 16v gasolina, para o Palio, com potência máxima de 80cv.
Com base na excelente aceitação do público, novos modelos foram sendo desenvolvidos. Na sequência do motor original, foram lançados os motores 1.0l 16v de 70cv e 1.0l 8v de 55cv. Depois vieram o 1.3l 65cv 8v e o 1.0l 8v 65cv, todos a gasolina.
Já na era Flex, foram produzidos o 1.3l 8v 70cv e depois o 1.0l 8v 65cv. O motor 1.4l 8v Flex com 80cv chegou com Palio, e depois, nasceu no Siena o inovador 1.4l 8v Tetrafuel, também com 80cv. O Punto trouxe o motor 1.4l 8v Flex com 85cv; o Novo Siena, o Fire 1.0l 8v Flex 73cv e o Mille Economy, o Fire 1.0l 8v Economy com 65cv, motor mais econômico do mercado.
Ao longo do tempo, a Fiat Powertrain adicionou uma série de inovações à família Fire 8v, como coletores de aspiração e de descarga, cabeçotes, virabrequins e bielas. Além disso, efetuou evoluções constantes de bronzinas, pistões, anéis, juntas e vários outros componentes.
A família cresceu com o lançamento dos novos membros que receberam o sobrenome EVO em meio de 2010. São os propulsores 1.0l e 1.4l que trouxeram ainda mais tecnologia para os motores de baixa cilindrada da Fiat Powertrain. Os motores contam com nova geometria do coletor de aspiração, novos bicos injetores, novo corpo de borboleta Drive by Wire e novo eixos de comando, entre outras alterações.
Além disso, o motor 1.4l possui como grande destaque o CVCP, ou variador de fase contínuo. O sistema é capaz de gerar uma redução de consumo de até 5%, além de permitir ganhos de desempenho em altas
rotações. Este sistema é inédito em motores de pequena cilindrada produzidos no Brasil e em carros do segmento B no mercado nacional.
Tais tecnologias proporcionam ao motorista acréscimos de desempenho, economia de combustível, flexibilidade de utilização, durabilidade, redução de ruídos e vibrações. Isso sem nunca perder suas características de leveza, confiabilidade e facilidade de manutenção.

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